“Dentre as muitas figuras usadas na Bíblia para representar a bem-aventurança do céu, nenhuma há mais instrutiva e agradável do que a da família. Ligações domésticas são as primeiras na natureza, e se os deveres que resultam delas fossem realizados corretamente, produziriam os mais nobres deleites.” Samuel Stennett

Fonte da Imagem: editoraculturacristã

Este marcante livro se dedica a falar da doutrina da aliança permeada nas diferentes esferas de uma família cristã. E por que pensar neste tema seria tão importante?

Analisemos rapidamente o contexto da era Pós-Moderna em que a Igreja atual está inserida:

  • Cultura secularizada: independente da época em que vivemos, como seguidores de Cristo, devemos ser diferentes em relação ao mundo que nos rodeia. Deveríamos influenciar a cultura como sal e luz, conforme Jesus nos exorta a sermos. Porém, o que tem ocorrido é justamente o contrário – o mundanismo invadiu a igreja e já não sabemos o que é viver segundo uma cosmovisão realmente cristã, que luta para manter os olhos fixos no Autor e Consumador de nossa fé;
  • A verdade bíblica não é um consenso: o relativismo também está presente no meio do povo de Deus. Isso vai muito além de doutrinas divergentes. Mesmo dentro de denominações sérias, há todo tipo de aberração no que tange à eclesiologia e aos diversos aspectos da vida cristã;
  • Casamentos ocos e dissonantes: dois jovens se “juntam” sem entender nada sobre pacto, verdadeira união, o propósito do matrimônio e do papel de cada cônjuge. As intenções são as mais egoístas e distantes do amor sacrificial ensinado pelas Escrituras;
  • Pais em pânico sobre como criar os filhos: casais totalmente perdidos e sem referência de como criar filhos na disciplina e na admoestação do Senhor, não entendem a sua grandiosa missão como pais cristãos, nem priorizam os cuidados espirituais de seus filhos;
  • Lares – Campos de batalha em vez de Santuários: as famílias estão ruindo em tensão, rancor e individualismo. Ninguém conhece e busca viver o sentido do “sagrado círculo familiar, reunido, assim por amor e santificado pela graça”.

Desta forma Susan Hunt introduz a problemática de nossos tempos e o quanto estamos distantes da Verdade. Para exemplificar isto, ela coloca a carta de uma mãe jovem que “expressa o grito que parte do coração de uma geração de pais novos” a qual clama por instruções, para que ao menos lhe “jogue um mapa”.

Este livro não é sobre a família da autora. É sobre o Deus que nos comprou para Si por meio do sangue de Cristo. Ela comenta “Qualquer família cristã é um troféu da graça de Deus, e toda a glória pertence a Ele.”

A obra se divide em duas partes: A primeira é intitulada “A Maneira Pactual” que aborda como o Pacto permeia a vida da Igreja e da família. A segunda, “Contemplando a Glória”, fala do Ser Glorioso do Senhor e de que fomos criados para um propósito muito maior do que a pequenez do egocentrismo nos permite enxergar.

E ao final de cada parte, a autora dispõe versículos, perguntas e respostas e sugestões de estudos bíblicos para aprofundamento nos temas.

A seguir vamos apresentar uma sucinta apresentação de alguns dos capítulos:

A Família Pactual

Devido ao pecado que está em nós, infelizmente nossa ideia sobre família geralmente é configurada mais pela cultura do que pela Escritura. Cultura esta de individualismo, egocentrismo e materialismo – ervas daninhas para o cultivo de um ambiente de graça em nossos lares. Ela acrescenta: “Essa distorção infiltra-se em muitas famílias cristãs na forma do individualismo familiar, tornando cada família uma ilha em si… Precisamos retomar o glorioso princípio de viver pactualmente… Cada família da igreja deve dar as mãos às outras na comunidade da fé e declarar sua interdependência”.

Susan apresenta algumas características do Pacto da Graça aplicado à família. Ele é: relacional, iniciado soberanamente, sustentado soberanamente e eternamente seguro, evidencia a Trindade, corporativo, transmitido de geração para geração, compassivo, integrante, exclusivo e inclusivo.

Três Lares

Neste capítulo, somos convidados a olhar para três lares: o do passado que representa o Jardim do Éden, o do futuro como o Lar Celestial e o do presente, nossas casas. “O primeiro lar e nosso lar futuro dão-nos vislumbres gloriosos de Deus e de seu projeto para a família”.

A autora faz uma linda ligação entre estas três referências de lar: “Infelizmente, o Lar Jardim está fora de alcance para nós hoje. Não podemos alcançar completamente aquela unidade deliciosa porque Adão pecou e todos seus filhos são pecadores. Mas o Filho de Deus providenciou um modo dos filhos de Adão serem redimidos. O Filho de Deus comprou um Lar Celestial que excede em excelência o Lar do passado.”

Continua…


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**Por Equipe MP **Revisado por: Sandra Katia M. M. Timoteo

** Susan Hunt é mãe e avó, esposa de pastor e ex-Diretora do Ministério Feminino da Presbyterian Church in America. Ela escreveu vários livros, incluindo Samuca e Seu Pastor (Fiel).